Facebook

Rancho Folclórico do Ourondo

Fundado em 1937 · Beira Baixa · Portugal

História

Rancho do Ourondo — Fundado em 1937 Rancho Folclórico do Ourondo — Recente Rancho Folclórico do Ourondo — 2025

O Rancho Folclórico do Ourondo foi fundado em Janeiro de 1937, e hoje é constituído por um Rancho Adulto com 40 elementos, que engloba um grupo de 15 bombos, 4 caixas e pífaro.

O objectivo principal do Rancho é a procura, recolha, preservação e divulgação das suas tradições populares e etnográficas, com referência ao princípio do século XX. Tem trajes de trabalho, de noivos, de romaria, domingueiro, entre outros.

O Grupo organiza anualmente um Festival de Folclore, Jogos Tradicionais, Festa de Aniversário, Canto das Janeiras, uma Semana Cultural, as Romarias da aldeia, etc.

As vozes são acompanhadas por uma tocata constituída por acordeões, concertina, violas, bandolim, banjo, realejo, adufes, caixa, pífaro e ferrinhos.

O Rancho Folclórico do Ourondo é Membro Efectivo da Federação do Folclore Português e está filiado no Inatel.

Atuações

Para além de muitas actuações a nível nacional, incluindo a Ilha da Madeira, o Rancho tem actuado no estrangeiro nomeadamente em França, Suíça, Espanha, Alemanha, Itália, China, Hong Kong e Macau. Nos anos de 1999 e 2000, o Rancho promoveu uma geminação entre Ourondo e Berstett (região da Alsácia — França) e participou numa cerimónia de geminação, Covilhã–Roubaix (França).

Em Julho de 2006 representou Portugal no Festival do C.I.O.F.F. "Mondial des Cultures de Drummondville", participando ainda em festivais nas cidades de Montreal e Toronto.

Dança

Dança

Estrasburgo, França

Estrasburgo, França

Estrasburgo, França

Estrasburgo, França

Veneza, Itália

Veneza, Itália

Veneza, Itália

Veneza, Itália

Macau

Macau

Macau

Macau

Atuação

Atuação

Atuação

Atuação

Atuação

Atuação

Os Bombos do Ourondo

Os bombos do Ourondo estão associados à tradição cultural e folclórica da aldeia do Ourondo, no concelho da Covilhã, frequentemente apresentados em contextos de festivais de folclore. Estes grupos de bombos acompanham o Rancho Folclórico do Ourondo, marcando presença em entradas de festivais e eventos tradicionais da região.

A caminho da romaria

A caminho da romaria

Bombos

Bombos

Bombos

Bombos

Bombos

Bombos

Bombos

Bombos

Estrasburgo, França

Estrasburgo, França

As Lavadeiras

As lavadeiras de antigamente eram mulheres resilientes que lavavam roupa à mão em rios, levadas ou lavadouros públicos, utilizando sabão azul e anil. Enfrentavam trabalho árduo, transportando trouxas pesadas à cabeça, cantando para ritmar a labuta e usando pedras para esfregar. A roupa era estendida ao sol para "corar" e, muitas vezes, devolvida engomada com ferros a carvão.

Lavadeiras

Lavadeiras

A Dança da Tranca

A Dança da Tranca no Ourondo é uma performance de força e precisão. Focada no impacto, a sua essência resume-se em três pontos:

Dança da Tranca — Macau

Dança da Tranca — Macau

O Pastor

Antigamente, o pastor na Beira Baixa era o verdadeiro guardião dos equilíbrios da terra. A sua função ia muito além de guiar o rebanho: ele atuava como um gestor do ecossistema, sendo o responsável pela limpeza dos campos e pela seleção criteriosa das pastagens que davam origem aos afamados queijos da região.

Numa rotina de dedicação absoluta, o pastor detinha um saber empírico profundo sobre o clima e a natureza, servindo como o elo essencial que mantinha vivas as tradições ancestrais — como a transumância — e a subsistência económica do mundo rural. Foi, durante séculos, a figura central que preservou a identidade e a paisagem serrana.

O Pastor

O Pastor

Músicas

Clique no play para ouvir a música e no título para ver a letra

I
Ó que ranchinho de moças
Ó que bela mocidade
Criadinhas numa aldeia
Parecem duma cidade
Refrão
Agora agora Maria Aurora de madrugada vamos nós embora (bis)
II
Sei um saco de cantigas
E mais uma taleigada
S'as hoje vou a cantar todas
Amanhã não canto nada amanhã
III
Ó minha mãe minha mãe
Não se pode ser mulher
Se é bonita agrada a todos
Se é feia ninguém a quer
IV
Tenho na minha janela
O que tu não tens na tua
Um vaso de violetas
Viradinho para a rua
I
Os olhos da Carolina
São dois navios de guerra
Quando vão pelo mar fora
Deitam faíscas à terra
Refrão
Mas não é assim, mas assim é que não é
Mas não é assim, Carolina bate o pé (bis)
II
Os olhos da Carolina
Estão enterrados na areia
Quem os for desenterrar
Tem cem anos de cadeia
III
Os olhos da Carolina
Estão enterrados no chão
Quem os for desenterrar
Tem cem anos de prisão
I
A Ciranda tem três filhas
Todas três por baptizar
A mais velha delas todas
Ciranda se há-de chamar (bis)
Refrão
Ó Ciranda, ó Ciranda, ó Ciranda
Ó Cirandinha
Ó Ciranda, ó Ciranda, eu sou teu e tu és minha (bis)
II
Regala-me o teu cantar
O teu cantar me regala
Regala-me estar ouvindo
Essa tua rica fala
III
A Ciranda foi à fonte
Bebeu por um assobio
O diabo da Ciranda
Até no beber tem brio
I
Venho da Serra da Estrela
D'apanhar a douradinha (bis)
Para deitar no cabelo
Da senhora minha prima (bis)
Refrão
Como está como passou, meu amor é brasileiro (bis)
Se ele for eu também vou p'ró Brasil ganhar dinheiro (bis)
P'ró Brasil ganhar dinheiro para comprar o café (bis)
Como está como passou meu amor oli olá (bis)
II
Quatro voltas dei à rua
Todas quatro à Moreira
É cata do rol das moças
E com ele na algibeira
III
Se te quisera dar pena
Dar ao mundo que falar
Ia-te ter à ribeira
Onde estavas a lavar
I
Quero cantar, ser alegre
Que a tristeza nada tem (bis)
Eu nunca vi a tristeza, ái
Dar de comer a ninguém (bis)
Refrão
Ó Júlia, ó linda Júlia
Ó Júlia, ó linda amada (bis)
Ai ai, já te dei beijinhos, já te dei beijinhos
Não te devo nada (bis)
Ai ai, não te devo nada
Ai ai, não te devo não (bis)
Ai ai, já te dei beijinhos, já te dei beijinhos
Do meu coração (bis)
II
Canto bem e canto mal
Canto de toda a maneira
Já tenho ouvido dizer, ó ai
Que o cantar não vai à feira
Inda hoje não vi a Laura, ó Laura
Nem Laura me viu a mim (bis)
Cada vez que eu vejo a Laura
Vejo a flor do meu jardim (bis)
Tu andas atrás de mim, ó Laura
Como a pêra atrás do ramo
Tu andas p'ra m'enganar
Contigo fica o engano
Contigo fica o engano, ó Laura
Já o lá levas na mão
Ó Laura, ó querida Laura
Laura do meu coração
I
As estrelas do céu correm
Ai todas numa carreirinha (bis)
Assim correm os amores
Das tuas mãos para as minhas (bis)
Refrão
Ó Limão, ó verde Limão
Solterinha sim, casadinha não
Ó Limão, ó verde Limão
Amor da minh'alma dá-me a tua mão (bis)
II
Dá-me a tua mão esquerda
Ai qu'eu ta quero abarcar
A direita não t'a quero
Que já tenho a quem a dar
III
Não canto por bem cantar
Ai nem por melhor parecer
É só pr'a cegar os olhos
A quem me não puder ver
I
Anda lá para diante
Não te tires do caminho (bis)
Quem vai para amar a outro
Não vai tão devagarinho (bis)
Refrão
Mariquinhas como passou
Olá como tem passado (bis)
Eu passei bem e você olaréu
Passei bem muito obrigado (bis)
II
Eu comprei um chapéu branco
Para namorar à noite
O chapéu rompeu-se
O namorar acabou-se
III
O meu amor é da vila
Mora detrás da cadeia
Mais vale um amor da vila
Que 24 d'aldeia
I
O meu amor disse que vinha
Ás o meu amor não digas que não
Disse que vinha mas não veio (bis)
Disse que vinha à Quinta Nova
Ás o meu amor não digas que não
Ao jardim dar um passeio (bis)
II
O meu amor é baixinho
Ás o meu amor não digas que não
Eu também alta não sou
Foi o par mais asadinho
Ás o meu amor não digas que não
Que Deus ao mundo deitou
III
O meu amor vem além
Ás o meu amor não digas que não
Pelo andar o conheço
Tem o passo miudinho
Ás o meu amor não digas que não
Como a folhinha do freixo
I
Ó que lindo par eu levo ai
Aqui à minha direita
Ó que linda rosa branca ai
Que tão belo cheiro deita
Refrão
O meu amor é meu
Não é de mais ninguém
E quem tiver inveja
Faça assim também (bis)
II
Menina de amarelo ai
Digam'ondé que o comprou
Que me quero vestir dele ai
Já que o amor me deixou
III
Esta roda vai de quatro ai
Bem podia ir de nove
Bem podia quem é rico ai
Repartir com quem é pobre
IV
Fui-me deitar a dormir ai
Ao pé da água que corre
A água me respondeu ai
Quem tem amores não dorme
Ó que lindo rapazinho
Inda agora aqui passou (bis)
Ai ai ai, eu queria falar com ele
Ai ai ai, minha mãe logo me ralhou (bis)
Minha mãe logo me ralhou
Ó que teima de mulher
Ai ai ai, eu hei-de ir falar com ele
Ai ai ai, as vezes que eu quiser
Fala minha filha fala
Fala q'eu também falei
Ai ai ai, quem de dera estar solteira
Ai ai ai, saber o que agora sei
Saber o que agora sei
Minha vida é chorar
Ai ai ai, não vida mais bonita
Ai ai ai, que a vida de namorar
I
Toda a vida fui pastora ó ai (bis)
Toda a vida guardei gado
Trago uma chaga no peito ó ai (bis)
De m'encostar ao cajado
II
Sentada no alto da serra ó ai
Pôs-se a pastora a chorar
Porque chorava a pastora ó ai
Ides agora escutar
III
De pequenina nos montes ó ai
Não tinha com quem brincar
Eu não tenho pai nem mãe ó ai
Nem amores a quem amar
I
Maria minha Maria
Maria não quero outra (bis)
Eu quero a minha Maria
Na minha arca da roupa (bis)
Refrão
Ó pavão, lindo pavão
Lindas penas, o pavão tem (bis)
Não há olhos par'amar
Como são os do meu bem (bis)
Como são os do meu bem
Como são os da minha amada (bis)
Ó pavão, lindo pavão
Pavão da pena riscada (bis)
II
Ó Ourondo, ó Ourondo
Onde a água faz rodeio
Nunca vi terra tão linda
Gente de tanto anseio
Ó rosa, ó linda rosa
Ó rosa d'Alexandria (bis)
Eras a mais linda rosa
Que andavas na romaria (bis)
A rosa, para ser rosa
Há-de ser d'Alexandria (bis)
A moça para ser moça
Há-de chamar-se Maria (bis)
Ó rosa, ó linda rosa
Ó rosa do Roseiral (bis)
Eras a mais linda rosa
Que andavas no arraial (bis)
Ó rosa, ó linda rosa
Ó rosa da Oliveira (bis)
Eras a mais linda rosa
Que andavas na roda inteira (bis)
I
Esta roda está parada
Por falta de haver quem cante (bis)
Eu agora vou cantar
Siga a roda pr'a diante (bis)
Refrão
Ó Rosita eu pedi-te um beijo
Ó Rosita eu pedi, pedi (bis)
"Passastes", não me "falastes"
Nem p'ra mim "olhastes"
Mas eu bem te vi
À sombra d'um "acipreste"
Eu pedi-te um beijo
Mas tu não m'o deste
II
Siga roda, siga a roda
Que eu também lá quero ir
Eu sou rapariga nova
Quero-m'ir a divertir
III
Anda lá para diante
Que eu atrás de ti não vou
Não me pede o coração
Amar a quem de deixou
I
O senhor do meio é tolo
É louco (bis)
É com'as galinhas
Quando estão no choco (bis)
Refrão
Rouba rouba rouba
Se sabes roubar (bis)
Rouba uma menina
Que te saiba amar (bis)
Já cá vai roubada
Já cá vai na mão (bis)
Agora é q'eu digo
Não roubas mais não (bis)
II
O senhor do meio
Está preso à estaca
É à espera que venha
A palha barata
III
O senhor do meio
Não está cá fugiu
A noite passada
Já cá não dormiu
I
Água da ribeira nova
Vai regar o laranjal
Traz-me lá uma folhinha
No laço do avental
Refrão
Tem pena, meu amor, tem pena, Olaré
Tem pena, meu amor, tem dó
II
Trago dentro do meu peito
Dois moinhos a moer
Um anda outro desanda
Assim é o bem querer
III
Pinheiro dá-me uma pinha
Ó pinha dá-me um pinhão
Menina dá-me os teus olhos
Eu dou-te o meu coração
Ourondo — A Nossa Terra

A Nossa Terra

O Ourondo é uma aldeia do concelho da Covilhã (da qual dista 26 km para Sul), região da Beira Baixa — Portugal, bem enquadrada entre o rio Zêzere e a ribeira do Caia, tendo como cenário a Norte a encosta Sul da Serra da Estrela.

Contactos